Mais protestos contra o fechamento da Las Palmas

Iwwa Agência
Publicado 07/08/2008 09:08:59

Intensificar os protestos e esclarecer a população sobre a inconstitucionalidade do fechamento da via alternativa Las Palmas têm sido os objetivos do Movimento Pedágio Livre, que continua realizando manifestações contra a decisão da juíza substituta da 5ª Vara da Fazenda Pública, Lisbete Santos, que autorizou o bloqueio da estrada.

Na tarde de quarta-feira (06/08), os moradores de Camaçari distribuíram panfletos informativos, circularam abaixo-assinado contra a decisão de bloquear a via e conscientizaram a população sobre a atitude da juíza substituta. Os motoristas que passavam no local apoiaram e estimularam o movimento, organizado pela sociedade civil.

De acordo com Kadja Guedes, uma das coordenadoras do Movimento Pedágio Livre, foi realizada pesquisa que apontou o valor cobrado pela Concessionária Litoral Norte (CLN) como um dos mais caros no mundo. “Para piorar a situação, eles ainda aumentam o valor nos finais de semana.”

Os moradores da orla de Camaçari são os principais prejudicados pela liminar, pois ficam obrigados a pagar pedágio para se dirigir à sede do Município, tendo de desembolsar, no mínimo, R$ 4,60 para ir ao cartório, fórum, bancos, órgãos públicos, entre outros.

Um dos prejudicados é o morador de Areias e comerciante Giovane Argolo de Souza, que foi levado a fechar o mercadinho que tinha em Jauá, por conta do alto custo com locomoção. “Eu pagava seis tarifas por dia quando tinha de abastecer o mercadinho. Eu vendi o mercado por causa do pedágio”.

A professora Sivandra Roriz, que passava pela via Las Palmas durante a manifestação, aprovou a iniciativa do movimento. Ela informou que trabalha na sede e utiliza a estrada todos os dias. “Se eles realmente fecharem a Las Palmas, estarão desrespeitando o povo de Camaçari.”

Além da questão econômica, o fechamento da via desrespeita o direito do cidadão de se movimentar dentro do próprio Município onde reside, já que o pedágio divide Camaçari em duas partes. Em nenhum lugar do país isso acontece, pois as praças de cobrança só podem ser instaladas nos limites entre municípios.

Foto: Marina Silva

População apóia manutenção das vias alternativas -

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