Curso de LIBRAS aprimora o ensino

Iwwa Agência
Publicado 01/10/2010 12:10:31

Facilitar a comunicação entre professores, gestores e alunos surdos através da utilização da língua de sinais. Com este intuito, a coordenação de Ações e Ensino da Orla, por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação de Camaçari (Nepec), está oferecendo o curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para profissionais do Ensino Fundamental II.

O treinamento, que segue até o dia 25 de novembro, oferece condições básicas de conversação por meio da língua de sinais e cria um ambiente propício para os estudantes com surdez. São 40 horas de aulas, divididas em dois encontros mensais.

Além disso, o curso transforma os profissionais da área de educação em agentes multiplicadores. “A intenção é qualificar os gestores e educadores para que os conteúdos abordados possam ser transmitidos aos demais estudantes, o que estabelece uma relação harmoniosa em sala de aula”, explicou a intérprete e responsável pelo curso, Michellene Santos de Araújo, que é formada há 14 anos pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), no Rio de Janeiro, e pela Federação Nacional de Educação de Surdez (FENEIS).

Ainda segundo Michellene Santos, a capacitação integra os alunos surdos que estudam nas instituições públicas de ensino e aumenta a auto-estima dos estudantes.

No conteúdo programático são abordados temas referentes a origem do alfabeto através dos sinais, objetos e assuntos voltados ao dia-a-dia em sala de aula.

Em breve, será a vez dos alunos surdos participarem do treinamento. A proposta é aproximar ainda mais os profissionais da realidade das crianças e dos jovens com surdez.

Até o final de outubro será realizado um seminário sobre educação inclusiva, com o objetivo de identificar as dificuldades relacionadas ao aprendizado de estudantes com variadas deficiências e as formas de amenizar os problemas.

RESULTADOS

A iniciativa já vem mostrando resultados, sobretudo no cotidiano da sala de aula. Este é o caso de Camen Lúcia, professora da escola Thomaz Camilo, em Areias.

Na profissão há 17 anos, Carmen diz já ter passado por experiências atribuladas por não saber tratar os alunos com problemas de audição. A educadora explica que buscou pesquisar sobre a língua dos sinais e ainda teve a oportunidade de aprender com uma aluna com a deficiência. “Aprendi um pouco no cotidiano, porém este curso está aprimorando mais meus conhecimentos. Consigo perceber o avanço que ele proporciona, principalmente quando podemos aplicar na sala de aula”, comentou.

Já a professora Patrícia Souza, da Escola Ambiental, em Barra do Pojuca, afirma que apesar de não ter nenhum aluno com problemas auditivos, “o curso prepara o profissional para lidar com a deficiência e contribui para o desenvolvimento educacional”.

Foto: Agnaldo Silva

Curso de Libras atende educadores do Fundamental II -

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