Camaçari participa de pesquisa pioneira

Iwwa Agência
Publicado 26/05/2011 04:05:06

Camaçari participa de uma pesquisa pioneira no país, que abre caminho para detecção da leishmaniose, doença popularmente conhecida como calazar, que atinge o fígado, o baço e a medula óssea e pode levar à morte, animais e pessoas. Uma equipe de profissionais da empresa Fiocuz, acompanhada por agentes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) do Município, iniciou a ação nesta quinta-feira (26/05).

A pesquisa consiste, inicialmente, na realização de visitas aos domicílios que tenham cachorros com idade entre 6 meses e 6 anos, que são submetidos a diversos exames, entre eles a coleta de sangue, ultrassonografia e punção do baço, órgão que primeiro é infectado pela doença. Na oportunidade, o proprietário do animal ainda responde a um questionário com diversas perguntas sobre as condições de vida do cão.

Para Jucilene Reis, moradora do bairro Verdes Horizontes que teve seu cão examinado, a pesquisa é importante tanto para a saúde do animal quanto para a família. O mesmo disse Jaime Silva, que prontamente respondeu ao questionário e autorizou que o cão fosse examinado.

De acordo com a veterinária e coordenadora da pesquisa, Débora Bitencourt, o levantamento no Município deve ser concluído dentro de seis meses. “Estimamos que 1.500 cães serão examinados em diferentes bairros”.

Segundo o coordenador do CZZ, Gilmar Pereira, Camaçari é a primeira cidade visitada pela equipe, que ainda vai a outros dois municípios. “A pesquisa começou por Camaçari em função da estrutura que dispõe e do trabalho que é desenvolvido na identificação da doença”, explicou.

Atualmente, a detecção da leishmaniose na cidade é feita através do trabalho de agentes do CCZ, com a coleta de sangue dos animais e a realização do exame de imunofluorescência. “Quando o resultado do exame é positivo, a equipe recolhe o animal e o sacrifica, como determina o Ministério da Saúde”, explica o coordenador.

Ainda faz parte da pesquisa a inspeção nos domicílios para a verificação da existência de criadouros do mosquito causador da doença, também conhecido como mosquito-palha, birigui ou cangalha.

A pesquisa é realizada por uma equipe composta por veterinários, biólogo, biomédico, técnicos de laboratório e uma estagiária do curso de veterinária.

Foto: Agnaldo Silva

Pesquisa considera cães entre 6 meses e 6 anos -

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