Arembepe era uma colônia de pescadores

Iwwa Agência
Publicado 15/08/2016 10:08:25

Arembepe é em essência uma colônia de pescadores e significa Aquilo que nos envolve na língua tupi guarani. Foram com estas informações que os moradores da localidade, pertencente ao distrito de Vila de Abrantes, iniciaram o projeto Círculo de História na Escola Municipal Giltônia Pereira de Souza.

Filha de pescador e nascida em Arembepe, Irlene Tavares dos Santos, 50 anos, mais conhecida como Roxinha, guarda muitas histórias na memória. Ela conta que ninguém comprava peixe durante a infância e o pai dela, Seu Francisco, trazia do mar um inteiro e dividia com a vizinhança. “Hoje, pra achar um, o pescador tem que marcar uma audiência com o peixe”, contou rindo a vice-diretora do Giltônia Pereira de Souza.

Professora Roxinha ficou feliz em lembrar que na década de 70 um morador antigo e que tinha melhores condições financeiras colocava uma televisão em cima do caminhão na praça para os outros assistirem novelas. “Estava tudo escuro e a única luz que se enxergava era a que vinha da televisão”, contou feliz, ao lembrar que a bateria do automóvel era utilizada como fonte de energia, já que a localidade não possui energia elétrica.

Para o aluno do 5º ano da Escola Municipal Giltônia Pereira de Souza, Lucas Moisés Monteiro, 10 anos, aprender sobre o local onde mora é muito bom. “Gostei muito de saber que a “pró” Irlene pegava água com a lata na cabeça no “cacimbão”' e pegava frutas no terreno onde hoje é a escola”. No local, existia um grande pé de massaranduba.

O primeiro Festival de Verão que aconteceu no Brasil foi realizado em Arembepe, em fevereiro de 1984. Esta foi umas das memórias de Rivelino Sousa, 45 anos, conhecido como Pedaço, e que faz parte da oitava geração de moradores da localidade. O servidor público é filho de Bernadina de Sousa, conhecida na localidade como dona Bauta, 88 anos.

Segundo Pedaço, Arembepe ficou mais conhecida nos anos 60 com o movimento hippie e a chegada de vários famosos na Fazenda Carantigui, chamada hoje de Aldeia Hippie de Arembepe. Ele ainda destacou a importância das manifestações culturais na localidade, como a Chegança Feminina de Arembepe e o grupo Capoeira Abolição.

O projeto Círculo de História é promovido pela Seduc (Secretaria de Educação), em parceria com a Secult (Secretaria da Cultura), e umas das dimensões do programa Círculos dos Saberes.

Slideshow | 3 fotos

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