Antiga Britânia vira novo centro de educação

Iwwa Agência
Publicado 29/06/2009 03:06:39

O terreno ocupado pela Britânia do Nordeste, que a Prefeitura retomou através de decisão judicial porque a empresa não cumpriu o contrato firmado, vai se tornar um espaço de funcionamento da Cidade Técnica Universitária. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29/06), pelo prefeito Luiz Caetano, durante visita às instalações onde funcionava a indústria.

A proposta é que a área seja cedida para atividades do Senai (Serviço Nacional de Integração Nacional), do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) e da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

O convite vai ser feito às instituições para que garantam cursos profissionalizantes e formação de mão-de-obra qualificada. “O Senai reivindicava espaço para construção de nova estrutura. Agora, a entidade já pode se instalar no terreno, que vai funcionar como centro de saber”, diz Luiz Caetano.

A Prefeitura, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (Sedec), também deve estabelecer parcerias com empresas produtoras de software para oferecimento de cursos. “A Prefeitura está articulando com empresas de tecnologia de ponta”, acrescenta Luiz Caetano.

Segundo o coordenador de Capacitação de Professores de Camaçari, Márcio Neves, a utilização da área como espaço de produção de conhecimento vai ampliar a oferta de vagas para os cursos do Cefet. “Algumas turmas carecem de espaço para as atividades e com o novo terreno a situação pode ser resolvida.

A instalação de uma cidade universitária ainda traz uma nova fonte de recursos para o Município, desmistificando o conceito de que geração de renda só existe por causa do Complexo Industrial, garante Neves.

O documento de reintegração de posse da Britânia foi expedido no último dia 19, pela juíza Júnia Ribeiro Dias Borges, da 1ª Vara de Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais da Comarca de Camaçari.

A Prefeitura entrou com pedido judicial para reintegração no dia 16 deste mês, depois que, sem qualquer comunicação oficial ao Executivo, a empresa encerrou a produção e demitiu 370 funcionários.
Para Caetano, a reintegração serve de exemplo para que outras empresas não repitam o erro. O prefeito fez questão de afirmar que todo empreendimento que vem para o Município deve servir ao empresário e a sociedade. “A Britânia não cumpriu o acordo à contento”, explicou.

Apesar de, judicialmente, a Britânia ter até às 18h desta segunda-feira (29/06) para a retirada de todos os equipamentos do local, a Prefeitura estendeu o prazo até quinta-feira (02/07). Até o final da tarde desta segunda-feira, cerca de 80% do material foram retirados do local. Só faltam ser retiradas uma máquina de 18 toneladas e algumas estruturas metálicas.

Caso a Britânia não cumpra o prazo, já estendido, o Município tem total autonomia para determinar as condições de retirada dos equipamentos da área.

Durante a visita, o secretário da Sedec, Hélio Cortes, anunciou que cerca de 12 empresas, algumas da área de bebidas, estão em contato com a Prefeitura para instalação de novas sedes no Município.

Foto: Agnaldo Silva

Prefeito quer transformar espaço em cidade universitária -

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