Sesau alerta para combate ao mosquito da dengue e aumento de casos

ASCOM
Publicado 28/04/2020 02:04:51

Em tempos de enfrentamento ao novo coronavírus, a Secretaria da Saúde (Sesau) de Camaçari alerta a população para outro problema sério de saúde pública que é o mosquito Aedes Aegypti transmissor da dengue, zika e chikungunya. De acordo com o Centro Controle de Zoonoses (CCZ), com a chegada do tempo de chuva, o cuidado do cidadão eliminando possíveis criadouros do mosquito precisa ser redobrado.

A coordenadora do CCZ, Shirley Rocha, informa que o número de casos relacionados ao Aedes Aegypti tem crescido no município. “Nossas equipes continuam indo a campo toda semana. O trabalho de bloqueio tem continuado, eliminando focos em áreas públicas. Porém, como não estamos entrando nos domicílios, em virtude das regras de isolamento domiciliar e distanciamento social, precisamos contar, mais do que nunca, com a colaboração da população eliminando possíveis focos do mosquito em suas casas e demais imóveis”, alerta.

A soma do clima quente da região com o acúmulo de água proveniente das chuvas torna o cenário ideal para proliferação do mosquito. “Agora é justamente o momento que não podemos baixar nossa guarda no combate ao mosquito. Os agentes de endemias estão nas ruas. Mas, cada morador precisa fazer sua parte também. E agora todos têm tempo para isso. Ao fazermos isso estamos cuidando de nossa família”, afirma Luiz Duplat, secretário da Saúde.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica, até o dia 23 de abril deste ano, foram notificados 331 casos suspeitos de dengue, com 40 casos confirmados; 162 casos suspeitos de chikungunya, com 78 confirmados; e sete casos suspeitos de zika, sem nenhum confirmado até o presente momento. As localidades com mais notificações para dengue e chikungunya foram Arembepe, com 214 casos, seguida de Jauá, com 37.

A diretora da Vigilância Epidemiológica, Alcione Vasconcelos, explica que nos bairros com maior incidência de casos de arboviroses está acontecendo o trabalho com o UBV costal. “Porém, solicitamos a Vigilância Epidemiológica do Estado o UBV pesado, o conhecido carro fumacê, para realizarmos o trabalho nos bairros mais críticos. Contudo, ainda aguardamos a confirmação. Mas, nada disso terá resultado se as pessoas não eliminarem os focos dentro de suas casas”, concluiu ela.

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