Rede municipal de Camaçari ensina história da África

ASCOM BOT
Publicado 16/07/2008 11:07:40

O estudo sobre História e Cultura Afro-Brasileira passa a fazer parte dos conteúdos aplicados nas escolas públicas municipais de Camaçari, no início do próximo mês. A ação atende a lei federal nº 10.639 de janeiro de 2003, que torna obrigatória a inclusão da temática no currículo oficial escolar para alunos do ensino fundamental II (5ª a 8ª séries).

Em Camaçari, o programa recebe o nome de Moju, que em iorubá significa saber. Os conteúdos serão transmitidos pelos professores, através de projetos pedagógicos, a exemplo de seminários, simulados, feiras, apresentações teatrais, entre outros.

O trabalho em sala de aula faz parte da segunda fase do Moju, que compreende a aplicação dos projetos pedagógicos elaborados durante as aulas teóricas. Desde agosto do ano passado, quando foi implantado o programa no Município, 150 profissionais já foram contemplados com a parte teórica do projeto. As aulas da última turma finalizam no sábado (19/07) e a previsão é de que em agosto novos docentes sejam capacitados.

O curso tem duração de 120 horas e é ministrado aos sábados por professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Cidade do Saber Professor Raymundo Pinheiro. História da África, Arte Africana, Tráfico e Escravidão no Brasil, Teorias Étnico-Raciais no Brasil, Dinâmicas de Resistência ao Sistema Escravista, Religiões Afro-Brasileiras, Arte Afro-Brasileira, além de Metodologia e Prática voltada para Lei 10.639, são os temas discutidos durante o curso.

Segundo o professor Juipurema Sandes, coordenador do Moju, com a aplicação do programa Camaçari cumpre a lei e “contribui para construção de uma educação de relações étnico-raciais positivas”. O coordenador acrescenta que a cidade foi uma das primeiras da Bahia a colocar em prática a legislação.

Através do Moju, os professores vão conhecer de forma mais profunda a importância dos reinos africanos, que sempre são apresentados dentro da visão européia. “O programa vai ajudar a mostrar para estudantes e professores os equívocos da política eurocentrista, imposta pelos colonizadores europeus”. No decorrer das aulas, professores de todas as disciplinas devem inserir temáticas de raiz africana nos assuntos.

Foto: Nelinho Oliveira

Projeto discute a influência da África na cultura brasileira -

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