Profissionais da educação especial recebem formação

ASCOM
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Publicado 09/09/2019 04:09:59

Cuidadores educacionais e intérpretes de libras estão passando por formação para iniciar os trabalhos nas unidades escolares da Rede Municipal de Ensino de Camaçari. Nesta segunda-feira (9/9), o grupo já está trabalhando as especificidades dos estudantes e a aula foi realizada no Centro de Referência em Inclusão Escolar (CRIE), da Secretaria de Educação (Seduc), e continua durante a semana, alternada com vivências práticas.

A formação dos novos profissionais da educação especial que atuarão no município tem 80 horas de carga horária, dividida em dois ciclos. Dentre os conteúdos abordados estão: o que é educação inclusiva (Lei Brasileira de Inclusão), o papel do cuidador (função desempenhada, responsabilidades e postura adequada), e as especificidades (autismo, síndrome de down, paralisia cerebral e microcefalia).  A partir do dia 20 de setembro, já estarão liberados para estar na sala de aula.

Uma das ministrantes da formação foi a coordenadora pedagógica do CRIE, Valdirene Evangelista de Oliveira, que falou sobre a construção do curso. “Foi com foco no que eles vão desenvolver na escola. Vamos orientá-los de uma forma pedagógica para que possam ser inseridos nesse contexto da escola, já que alguns nunca tiveram esse contato”. Ela lembrou ainda que “o entendimento é, na verdade, de uma formação continuada”.

A intérprete de libras, Joseane Magalhães, 29 anos, já atua na área há seis anos como voluntária e é a primeira vez que vai trabalhar de forma remunerada. “Resolvi fazer o concurso para ajudar os surdos. Não esperava ter esse preparo antes de ingressar, mas estou achando muito boa a conversa, a forma que estão ajudando a enxergar melhor a situação, só faz somar”.

“Embora tenhamos que estudar sempre sobre o assunto, conseguiremos sair com a base principal. Por ser estudante de psicologia, me interessei em conhecer um pouco mais sobre educação inclusiva e aprender mais, além de ser inserida no mercado de trabalho, promovendo a inclusão”, destacou a cuidadora educacional, Kalwana Santos, 22 anos, quando questionada sobre a motivação para atuar no cargo.

A seleção foi realizada através de um edital pelo Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Inicialmente, foram convocados 50 cuidadores educacionais, oito intérpretes de libras e quatro brailistas, só que nem todos se apresentaram e já deve haver uma nova convocação. Mas a ideia é que as 76 vagas do processo seletivo, para estes cargos, sejam preenchidas no ano letivo de 2019, já que a intenção da Seduc é ampliar a oferta em 2020.

Esse número de profissionais foi obtido pelo levantamento realizado nas escolas. Os cuidadores, inicialmente, vão atender os alunos com comprometimentos severos para que depois os demais sejam contemplados.

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