Especialista colabora com investigação

Iwwa Agência
Publicado 01/04/2014 06:04:01

O professor Henrique de Melo Lisboa, coordenador do Laboratório de Controle de Qualidade do Ar da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), considera “revolucionário” o interesse de vários setores, do poder público junto com a iniciativa privada para investigar as causas dos odores. “Se for adiante, coloca Camaçari como cidade exemplar para o Brasil”.

Especialista em poluição atmosférica e controle odorífico, o professor e doutor é o mais novo colaborador do GT (Grupo de Trabalho) de investigação das causas do odor que vem incomodando a população do Município. Henrique Lisboa esteve hoje (1°/04), das 14h às 16h30, na Segov (Secretaria de Governo), em reunião com diversos setores da sociedade que trabalham para encontrar a fonte dos odores que motivaram as reclamações, intensificadas entre dezembro de 2013 e fevereiro deste ano.

“Eu soube que aqui há entre 70 e 90 empresas e isso torna a investigação muito complexa, em qualquer cidade do mundo”, frisou o especialista. Contratado pelo Cofic (Comitê de Fomento Industrial de Camaçari), o professor esteve em Camaçari para conhecer a realidade local e apresentar alternativas, uma vez que várias medidas já foram adotadas, como a monitoramento do ar por Estação Móvel da Cetrel, visitas técnicas às empresas do Polo Industrial para verificar se os processos produtivos estão dentro dos padrões legislados e, mais recentemente, a análise de efluentes industriais e domésticos.

Uma das possibilidades apresentadas pelo especialista é a criação de uma RPO (Rede de Percepção de Odores), a qual consiste no treinamento de representantes da sociedade para identificar as características dos cheiros e verificar se os níveis oferecem algum risco à qualidade de vida da população. Essa metodologia já é adotada em vários países da Europa, cuja legislação é mais rigorosa do que a brasileira.

O Grupo de Trabalho, responsável pela investigação, é composto por representantes da Cetrel (Central de Tratamento de Efluentes Líquidos), do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), do MPE-BA (Ministério Público do Estado da Bahia), do Conselho Municipal de Meio Ambiente, da Coordenadoria de Meio Ambiente da Sedur (Secretaria do Desenvolvimento Urbano) e da Limpec (Limpeza Pública de Camaçari). Todas as etapas do trabalho técnico são acompanhadas por uma comissão da qual fazem parte a Sedec (Secretaria de Desenvolvimento Econômico), da Sedur, a Cetrel e o Cofic.

Foto: Marcelo Ferrão

O professor da UFSC, Henrique de Melo Lisboa -

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