Artesão de Barra do Pojuca ganha centro de comercialização

ASCOM BOT
Publicado 11/06/2008 01:06:52

A comunidade de Barra do Pojuca é a próxima a ganhar um Centro de Comercialização de Produtos da Economia Solidária, provavelmente no início de julho. O centro vai funcionar como um grande mercado, onde os artesãos irão produzir e expor as peças.

Além do centro, a comunidade será beneficiada com um restaurante comunitário, cujo nome é Curuca, marisco típico da região. O restaurante vai funcionar como espécie de escola para formação de novas cozinheiras. Qualificadas podem trabalhar em hotéis, pousadas ou até mesmo casas de famílias.

Através do equipamento, as mulheres aprenderão a fazer comidas típicas como o acarajé, vatapá e demais comidas da região, dessa forma a iniciativa valoriza os produtos do lugar. O projeto será realizado em parceria com a Secretaria da Segurança Alimentar e Benefícios Sociais (Seabes).

O centro de Arembepe, inaugurado terça-feira (10/06), funciona das 9h às 19h e fica localizado na praça dos Coqueiros. O projeto beneficia 30 artesãos das localidades de Arembepe, Jauá e Vilas de Abrantes. O centro busca aquecer as vendas e difundir os produtos, reduzindo a desigualdade social através de iniciativas auto-sustentáveis do empreendedorismo comunitário.

O centro é uma iniciativa da Secretaria de Assistência Social (Seas). Artesão há 33 anos, Antonio Carlos Alves de Oliveira, 56, afirma que o espaço representa melhoria para os trabalhadores e vai ajudar no incremento da renda.

Entre as matérias-primas utilizadas, está o coco, madeira, fibra natural, bordados, dendê, cipó, sementes, entre outros. Todos são extraídos da natureza sem degradar o meio ambiente.

Para Renata França, 38, artesã há quase 10 anos, o centro de economia solidária é mais uma vitória para a comunidade local. Para ela, o espaço proporciona bem mais do que um ambiente bonito e organizado para expor as peças, “permite o aumento da auto-estima, que alimenta a mente do artista. É bom ter um governo preocupado com a inclusão social”.

Segundo o secretário de Assistência Social, Carlos Silveira, cerca de R$ 300 mil está sendo investido no desenvolvimento da economia solidária. Para ele, os produtos têm qualidade artesanal não só pela forma como é feita, mas pela energia empregada na elaboração.

Presentes a inauguração do centro de Arembepe, a vice-prefeita, Tereza Giffoni, representando o prefeito Luiz Caetano, os secretários de Assistência Social, José Carlos Silveira, e do Turismo, José Cupertino.

Foto: Agnaldo Silva

Centro de Arembepe expõe trabalhos de 30 artesãos -

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